Educação pelo Exemplo ..
"Temos muito o que aprender com os cachorros. Por exemplo, correr para receber as pessoas que amamos quando elas chegam; nunca rejeitar a chance de dar um passeio; tirar várias sonecas e espreguiçar-se ao acordar; e reconhecer que, quando alguém está em um mau dia, o melhor a fazer é se sentar por perto em silêncio."
Aula de Anatomia na Estácio de Sá ...
Dia 13/10, nossa querida professora Kiara nos levou na Estácio de Sá para uma aula de Anatomia.
Nossa aula foi bem diferente do que costuma ser na Aprove.
Pudemos ver os corpos dissecados, vários ossos e os órgãos do corpo humano.
Até que não foi tão horripilante como eu imaginei que seria, confesso que estava com medo do que veria por lá. Mas o que mais me impressionou foram os três cadáveres que estavam nos tambores de formol.
Na sala da resina, tínhamos o coração, pulmão, entre outros órgãos que podíamos pegar e assim entender melhor o seu funcionamento.
Também tinha um aparelho que mostra por onde passa o sangue na pequena e grande circulação, com diferenciação de cor para demonstrar o sangue rico em oxigênio e o que é rico em Co2. Muito legal!
Também podíamos ver os músculos do corpo, no boneco e ainda contamos com um super Zé! (O da Aprove é em tamanho miniatura e para variar, esta todo remendado com durex!) Um esqueleto em tamanho real, o que facilitou bastante para que pudéssemos diferenciar as diversas estruturas ósseas do nosso corpo.
Acho uma sacanagem a Aprove cobrar tão caro de seus alunos e não fornecer material adequado para um ensino de melhor qualidade.
Mas enfim, quem sabe agora com a escola na sede nova tudo melhore!!
A esperança é a ultima que morre.. hahishaiushiuash ;x
Talvez o último desejo ..
“ ... aquilo que representa o real desejo do meu coração, seria abrir os braços para o mundo, olhar para ele bem de frente e lhe dizer na cara: Te dana! Sim te dana, mundo velho. Ao planeta com todos os seus homens e bichos, ao continente, ao país, ao Estado, à cidade, à população, aos parentes, amigos e conhecidos: danem-se! Danem-se que eu não ligo, vou pra longe me esquecer de tudo, vou a Pasárgada ou a qualquer outro lugar, vou-me embora, mudo de nome e paradeiro, quero ver quem é que me acha. Isso que eu queria. Chegar junto do homem que eu amo e dizer para ele: Te dana, meu bem! Doravante pode fazer o que entender, pode ir, pode voltar, pode pagar dançarinas, pode fazer serenatas, rolar de borco pelas calçadas, pode jogar futebol, entrar na linha de Quimbanda, pode amar e desamar, pode tudo, que eu não ligo!”
“ ... Dizer te dana ao dinheiro, ao bom nome, ao respeito, à amizade e ao amor. Desprezar parentela, irmãos, tios, primos e cunhados, desprezar o sangue e os laços afins, me sentir como filho de oco de pau, sem compromissos nem afetos. Me deitar numa rede branca armada debaixo da jaqueira, ficar balançando devagar para espantar o calor, roer castanha de caju confeitada sem receio de engordar, e ouvir na vitrolinha portátil todos os discos de Noel Rosa, com Araci e Marília Batista. Depois abrir sobre o rosto o último romance policial de Agatha Christie e dormir docemente ao mormaço. Mas não faço. Queria tanto, mas não faço. O inquieto coração que ama e se assusta e se acha responsável pelo céu e pela terra, o insolente coração não deixa. De que serve, pois, aspirar à liberdade? O miserável coração nasceu cativo e só no cativeiro pode viver. O que ele deseja é mesmo servidão e intranqüilidade: quer reverenciar, quer ajudar, quer vigiar, quer se romper todo. Tem que espreitar os desejos do amado, e lhe fazer as quatro vontades, e atormentá-lo com cuidados e bendizer os seus caprichos; e dessa submissão e cegueira tira a sua única felicidade.”
“ ... E assim, em vez da bela liberdade, da solidão e da música, a triste alma tem mesmo é que se debater nos cuidados, vigiar e amar, e acompanhar medrosa e impotente a loucura geral, o suicídio geral. E adular o público e os amigos e mentir sempre que for preciso e jamais se dedicar a si própria e aos seus desejos secretos.”
- Rachel de Queiroz
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